Psicologia do Desporto

As crianças e o Futebol  (Psicologia do Desporto) Inserido Friday 12 December 2008 15:36

A preferência pelo futebol em detrimento de outros desportos não acontece apenas em Portugal. É, talvez, um dos desportos de maior popularidade entre crianças e adolescentes, em todo o mundo.

A originalidade e a intensidade do prazer associado ao futebol estão ligadas à reacção surpreendente da bola, devido à grande elasticidade do ar nela comprimido: quando um objecto daquele tamanho, com um simples chuto tem uma impulsão de 30-40 metros ou mais, então qualquer “pigmeu”, qualquer rapazinho, experimenta a ilusão de ser um gigante.

O futebol é, sobretudo, um jogo físico de competição. Esta dimensão aviva nele uma relação interpessoal e multiplica os elementos de agrado.

O futebol é uma competição que podemos chamar promocional. Aí, a confrontação de forças ou de habilidades tem por objectivo estabelecer padrões, mais elevados e mais perfeitos, de determinados exercícios (performances).

Existem diferentes tipos de competições. No caso do futebol, trata-se de uma competição antagónica, isto é, os jogadores agem independentemente uns dos outros mas, cada equipa, trabalha para um objectivo comum, onde se emprega força contra força, habilidade contra habilidade.

O antagonismo exige, em geral, nos jogos físicos, esforço intenso, o que muitas vezes se designa como “violência”. Há não só uma violência a que todo o jogador deve submeter as suas próprias capacidades, os seus próprios músculos, como também a violência que se dirige contra algo externo. No futebol, a violência dirige-se à bola, não ao adversário; assim, ficam excluídos os graves inconvenientes da violência directa (e.g., Boxe).

Nos jogos de competição, além do esforço, entram também como elementos indispensáveis, as “regras” e a técnica: as regras evitam que a competição degenere numa “luta” descontrolada, sem graça e sem honra; a técnica serve para aprimorar as habilidades e o seu exercício prático.

Sem esforço, regras e técnica, o futebol perderia o seu carácter de exercício espontâneo e agradável, empolgado não só pelo prazer do jogador que corre atrás de uma bola, mas também pelas habilidades que cada um ou a equipa, no seu todo, pode revelar.

Assim, os ponteiros do interesse lúdico no futebol deslocam-se da relação simples de “jogador-bola” para uma relação mais complexa de “equipa para equipa” e, consequentemente, para o flutuar da alegria da vitória!

Drª Maria Manuel Teixeira
Psicologa AD Taboeira

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Psicologia do Desporto  (Psicologia do Desporto) Inserido Tuesday 14 October 2008 23:06

Psicologia do Desporto



Maria Manuel Teixeira
Mestranda em Psicologia da Educação e Intervenção Comunitária
psicologia@adtaboeira.com

A Psicologia do Desporto (PD) dirige-se para a aplicação de técnicas e princípios psicológicos no sentido da promoção e optimização do rendimento e do bem-estar dos atletas e demais agentes desportivos, em contexto desportivo. Neste âmbito, poderão identificar-se dois objectivos fundamentais:
a) compreender como os factores psicológicos afectam o rendimento físico dos indivíduos; e
b) compreender como o exercício e a participação desportiva afectam o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar psicológico dos indivíduos.
As pessoas alvo afectas directamente ao contexto desportivo, tais como atletas, treinadores, dirigentes e árbitros poderão provir dos mais variados contextos, mas todos eles procuram alcançar um objectivo em comum: o bem-estar e o sucesso desportivo dos atletas e do clube que representam.
Mas não nos esqueçamos que os pais funcionam como base de suporte ao bem-estar do atleta exercendo, inevitavelmente, influência no seu desempenho desportivo.
Um dos suportes mais construtivos na vida de um indivíduo, mormente de um atleta é, sem dúvida, o seu suporte emocional.
Aquilo que se espera dos pais é que sejam eles, o principal suporte emocional da criança ou do jovem atleta, pelo que se torna fundamental que acompanhem, diariamente, a vida desportiva do seu filho, proporcionando-lhes, também desta forma, qualidade de vida. E os pais, envolvidos nos contextos desportivos dos filhos, dispõem de escassos e preciosos anos para os orientar e apoiar nessa qualidade de vida (sobretudo, psicológica!).
Só assim, dentro de um ambiente desportivo positivo, as crianças e jovens atletas têm oportunidade para fazer novas amizades, aprender novas técnicas e desenvolver novos interesses; só assim, num ambiente e relação de apoio, os pais podem proporcionar condições ao atleta para lidar com as exigências, expectativas, competitividade, derrotas e vitórias que vão surgindo ao longo do ano desportivo.
E a qualidade do processo de ensino-aprendizagem desportiva da criança ou jovem atleta é ditada sobretudo por treinadores e pais, onde estes últimos são, também, parte integrante da equipa.

Nunca se esqueça: a educação desportiva começa muito antes de chegar ao terreno de jogo… começa em casa da criança ou do jovem atleta.

Saudações psico-desportivas
Maria Manuel Teixeira

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